Mafra vence em Matosinhos e isola-se na liderança da II Liga


 

O Mafra venceu o Leixões, por 0-2, numa partida da terceira jornada da II Liga disputada no Estádio do Mar, em Matosinhos, e isolou-se no primeiro lugar.


A eficácia concretizadora foi a chave do triunfo do Mafra. Na primeira vez que chegou à baliza do Leixões, aos 25 minutos, Andrézinho trabalhou na direita, livrou-se de dois adversários e assistiu o holandês Okitokandjo, que estava só e fez um golo fácil, e já na segunda parte, quando o Leixões pressionava, Fidelis Irhene fez o 0-2.


O Mafra é o primeiro classificado, com nove pontos, e o Leixões ocupa o 15.º posto, com dois pontos.


A equipa de Matosinhos começou bem, instalou-se no meio-campo defensivo contrário durante os dez primeiros minutos e pressionou intensamente, tendo mesmo conseguido algumas aproximações perigosas à baliza de Godinho.


O Mafra, que chegou a este jogo com seis pontos, zero golos sofridos e cinco marcados, soube resistir ao caudal ofensivo leixonense e só já próximo do primeiro quarto de hora é que começou a avançar mais no campo.


O Leixões continuou a ter mais iniciativa atacante e não marcou aos 18 minutos porque o guarda-redes Godinho estava atento, ao passo que o Mafra fez o seu primeiro remate aos 10 minutos, por Carlos Daniel e para fora.


Aos 25 minutos, porém, os visitantes adiantaram-se no marcador numa jogada construída por Andrézinho, finalizada por Okitokandjo e facilitada pela defesa leixonense, muito permissiva.


Os locais entraram na segunda parte a pressionar, a exemplo do que acontecera na primeira, e Jota Silva falhou uma ocasião de golo aos 54 minutos, depois de Godinho ter defendido para a frente um remate forte de Sapara.


Sapara, que substituíra Tiago André, arrancou outro remate forte aos 63 e Nené desperdiça nova ocasião quatro minutos depois, quando o Leixões dava tudo por tudo para empatar e o Mafra lutava para manter a vantagem.


O fulgor leixonense esmoreceu no último quarto de hora e o Mafra voltou ao ataque, com Campos a ameaçar marcar aos 74 e aos 75. Com um futebol mais fluido e uma equipa muito bem organizada e objetiva, o Mafra acabou por fazer o 0-2 por Fidelis Irhene, que aproveitou uma sobra e, com grande sentido de oportunidade, bateu Stojkovic.


De nada valeu ao Leixões ter rematado mais (21 contra 12 do Mafra) e ter tido mais posse de bola (54%) e mais cantos (11 conta 2). A eficácia do adversário fez a diferença.


O Chaves foi vencer o Benfica B, por 4-3, na terceira jornada da II Liga, jogo que ficou marcado, uma vez mais, pela veia goleadora de Gonçalo Ramos. O jovem avançado do Benfica B marcou por duas vezes esta quarta-feira, somando agora sete golos nesta edição da prova.


A segunda equipa do Benfica, que estava a perder por 3-0 aos 27 minutos, ainda chegou ao empate, já na segunda parte, mas um golo de André Luís aos 71 minutos decidiu o jogo para a equipa do Chaves.


O Oliveirense-FC Porto B, da terceira jornada da II Liga, acabou empatado (2-2), com o portista Boateng a destacar-se com dois golos.


A formação de Oliveira de Azeméis foi a primeira a marcar, beneficiando de um golo na própria baliza de Francisco Conceição, aos 39 minutos. Boateng empatou o jogo aos 55 minutos, Michel (62') recolocou a Oliveirense na frente do marcador, valendo novo golo do avançado ganês do FC Porto B para empatar e fechar o encontro da terceira jornada da II Liga.


O Vilafranquense somou os primeiros pontos na edição 2020/21 da II Liga, ao vencer no reduto do Penafiel, derrotado pela segunda vez consecutiva, por 2-1, em jogo da terceira jornada.


O resultado, materializado na primeira parte, premeia a equipa que mais oportunidades dispôs no jogo e que soube sofrer quando ficou reduzido a 10 elementos, por expulsão de Vinícius, aos 77 minutos.


Aos 18 minutos, o Vilafranquense olocou-se na frente do marcador, num autogolo de Coronas, após canto da direita. No minuto seguinte, a formação de Vila Franca de Xira fez o segundo, por Marco Fortes, a emendar na pequena área um cruzamento de Vítor Bruno da esquerda.


O golpe foi duro, mas o Penafiel soube reagir e acabou por ver o esforço recompensado aos 43 minutos, num remate de fora da área de Wagner, com a bola a fugir ao guarda-redes e a parar só no fundo da baliza.


Com este triunfo, o Vilafranquense igualou os três pontos do Penafiel, ambas na metade inferior da classificação.


O Cova da Piedade e a Académica empataram 0-0, numa partida da terceira jornada da II Liga em que o nulo espelha na perfeição a pobreza do futebol apresentado por ambas as equipas.


Entre duas formações que vinham de triunfos na ronda anterior, mas com aspirações diferentes na competição, o ponto conquistado acabou por ser do agrado de ambas as partes, mais para a equipa da casa, o Cova da Piedade, em função do atraso que leva na preparação (começou a treinar há apenas um mês), apesar de até ter sido a equipa mais rematadora.


A Académica quis ter mais bola e conseguiu-o, frente a uma equipa grená apostada em fechar os espaços e a procurar a profundidade para chegar perto da baliza de Mike, estratégia que permitiu aos homens de Toni Pereira serem mais rematadores e perigosos na etapa inicial.


Ainda assim, a produção ofensiva dos grenás limitou-se a dois ameaços de Balogun e a três remates de fora da área, recurso também utilizado pela Académica no seu único disparo de relativo perigo na etapa inicial, dado revelador da dificuldade de ambas as equipas para perfurar as muralhas defensivas contrárias.


A toada manteve-se na segunda metade, mas ainda com menos lances próximos de ambas as grande áreas, num marasmo que dava a ideia de só poder ser desatado num lance de génio ou num erro individual.


A segunda opção caiu sobre o central da casa, Simão Júnior, que perdeu uma bola para Rafael Furtado em zona proibida, aos 81 minutos, mas o guarda-redes da casa, Cléber Santana, resolveu a questão.


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