Histórico: Miguel Oliveira consegue primeira vitória de sempre no Moto GP

 



Mais uma semana, mais uma corrida no mesmo local com a designação de Grande Prémio da Estíria, mais uma demonstração do bom momento da KTM a dois níveis: Pol Espargaró conseguiu os melhores tempos nos treinos livres e alcançou mesmo a pole position, Miguel Oliveira esteve sempre entre os seis primeiros nos treinos livres e falhou por uma posição a entrada na segunda linha da grelha, sendo que pelo meio voltou a haver um momento de alguma tensão entre os dois pilotos que não passou ao lado da própria organização do MotoGP. Juntando a isso o andamento de Taakaki Nakagami com uma Honda de 2019 que lhe valeu o segundo tempo da qualificação, o rendimento das Sukuzi de Joan Mir e Álex Rins e incógnitas como Brad Binder, Fabio Quartararo, Valentino Rossi e Johann Zarco, que depois da fratura do escafoide falhou os treinos de sexta mas fez uma grande sábado apesar de sair da última posição ainda pelo acidente do último domingo, esta era uma das corridas mais aguardadas neste Mundial de 2020 marcado pelo equilíbrio e pela imprevisibilidade.

Muitos holofotes no espanhol, mais uma saída falhada do espanhol: Jack Miller, que estava atrás de Pol Espargaró, saltou para a liderança da corrida, Joan Mir ficou na segunda posição, Nakagami passou também o piloto da KTM depois de dois toques que levantaram “fantasmas” sobre mais uma possível desistência, Miguel Oliveira saiu a tentar evitar qualquer confusão guardando o sétimo lugar até ser ultrapassado ainda na primeira volta por Andrea Dovizioso, que curiosamente tinha colocado o português como um dos candidatos a chegar ao pódio. Lá atrás, Rossi subiu à décima posição e Brad Binder teve uma grande recuperação na classificação.

Ao contrário do que se passou nas últimas corridas, os dez primeiros continuavam muito “agarrados”, com Joan Mir a alcançar a liderança passando Jack Miller, Álex Rins a apertar Pol Espargaró pelo quarto lugar, Binder a subir mais uma posição deixando Miguel Oliveira no nono posto, Fabio Quartararo com duas saídas de pista com trajetórias mais largas que condicionavam o resto da corrida do líder do Mundial, Lecuona a fazer a melhor prova pela Tech3 e Zarco, lá atrás, a correr sozinho contra o tempo e a fazer as voltas mais rápidas da pista. Só na décima volta se começou a ver verdadeiras mudanças em relação ao português, com Binder e Oliveira a passaram Viñales, o português a atacar logo de seguida o sul-africano mas a permanecer na oitava posição.

A meio da prova, as lutas estavam “definidas”: Mir, Miller e Nakagami pelas três posições de pódio; Pol Espargaró e Álex Rins pelo quarto lugar; Dovizioso, Binder e Oliveira entre o sexto e o oitavo posto. Era aqui que se centravam as atenções, foi aqui que se registaram algumas mudanças com Nakagami a ultrapassar Miller quando Joan Mir já tinha uma vantagem confortável na frente e Binder e Oliveira a colocarem Dovizioso no oitavo lugar. Na ótica do português, que estava a 0.9 segundos do sul-africano, ou acontecia algo na frente ou a sétima posição estaria mais ou menos certa até que Maverick Viñales perdeu os travões da Yamaha, saltou da moto, a mesma foi em frente, bateu na proteção e começou a arder e a bandeira vermelha foi mostrada pela segunda corrida seguida.

Joan Mir acabou por ser o mais prejudicado, sendo ultrapassado por Jack Miller, Miguel Oliveira um dos mais beneficiados com uma grande saída para as últimas 12 voltas que o colocou no quinto lugar em luta com Taakaki Nakagami e num inédito quarto lugar atrás de Pol Espargaró. Binder saltou depois para o quarto lugar, Oliveira recuperou posição, Dovizioso passou o sul-africano. Emoção era algo que não falta, com essa nuance de Espargaró estar a descolar até ultrapassar Mir, superar e ser superado por Miller e Miguel Oliveira saltar para o terceiro lugar, depois de uma trajetória mais larga de Mir que lhe valia um pódio virtual que nunca tivera em MotoGP. Andrea Dovizioso passou também um Mir em queda livre na classificação, o que colocava o português com outro tipo de desafios na defesa do terceiro posto, mas tudo terminou da melhor forma para o piloto de Almada que assegurou a primeira vitória de sempre no MotoGP: Dovizioso teve uma curva mais larga, Miller e Espargaró andaram picados pela liderança e Miguel Oliveira aproveitou para ultrapassar a concorrência e ganhar a prova.


O momento da vitória de Miguel Oliveira:




A classificação do Grande Prémio:

 

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