Um passeio rumo ao título


Este domingo, dia cinco de julho, realizou-se no estádio do dragão o jogo que opôs as formações do FC Porto e do Belenenses SAD.

O desafio foi disputado sob muito calor, mesmo que jogado à noite. A partida era de vital importância para os dois conjuntos, obviamente por motivos distintos: os portuenses sabiam que vencendo ficavam com as portas da conquista do campeonato abertas de par em par, já os da formação da cruz de Cristo pretendiam roubar pontos aos dragões, para ganharem algum fôlego na difícil luta de se manterem entre os grandes do futebol português.

A contenda foi dirigida arbitralmente pelo natural da invicta Rui Oliveira, contando na vídeo arbitragem com o também portuense Manuel Oliveira.

Os do Restelo apresentaram sete mexidas, se tivermos por comparação a última partida, frente à equipa do Tondela, e em que a mesma terminou com a igualdade a uma bola. Estes deixaram de fora nomes como Licá, que nem convocado foi e que seria um regresso a uma casa especial para o extremo. Também Silvestre Varela não pôde voltar a pisar o relvado de um estádio onde já foi muito feliz.

A partida arrancou morna, mesmo que a temperatura não o fosse. Os portistas denotavam muita dificuldade para penetrar na defesa lisboeta, podendo-se mesmo afirmar que o Belenenses SAD controlou o ritmo do desafio nos primeiros 15 minutos. Entrada pouco afirmativa dos azuis e brancos, na linha do que se tem verificado nos jogos mais recentes. Não havia registo de ocasiões de golo flagrantes.

Aos 20’, os forasteiros quase iam gelando o dragão. Nuno Coelho, após cruzamento de Nuno Pina, falhou de maneira incrível esta chance para inaugurar o marcador. Sentia-se, por esta altura, alguma intranquilidade no banco do emblema da casa. Conceição insatisfeito com a produção da sua formação colocou três elementos em exercícios de aquecimento.

Pelos 31’, e sem o justificar, os portistas chegaram à vantagem. Corona assistiu Otávio, que centrou para a área, onde Soares fez abanar a rede do africano Koffi. Estava assim desbloqueado o marcador, embora a exibição portista estivesse a ser bastante pobre.

O atacante quebrou uma seca de golos que durava desde o dia 1 de fevereiro, portanto compreende-se a forma como festejou este tento.

Por ocasião dos 35’, Uribe fez o seu primeiro golo com a camisola dos nortenhos. No entanto, e depois de uma longa espera de quatro minutos, Rui e Manuel Oliveira tomaram a decisão de anular o golo ao médio por suposto domínio com a mão. Mau julgamento por parte dos homens do apito, já que não me parece existir nenhuma irregularidade na jogada.

Uma primeira parte que não deixará saudades, visto ter sido tão mal jogada. Os de Lisboa entraram melhor dispondo das melhores oportunidades. Após o golo do FC Porto, aqueles já não chegaram mais ao último reduto dos da invicta, sendo que os da casa passaram a controlar o ritmo do desafio. Na minha opinião, em tempo de intervalo, o resultado mais justo seria uma igualdade a zero, visto a fraquíssima partida que nos fora dada.

Com 56’, o médio natural de Santa Maria da Feira André Santos, saiu devido a lesão, entrando para o seu lugar o angolano Show.

Passados dois minutos, Marega assistido por Corona fez o segundo, aliviando os corações dos apoiantes da equipa do dragão.

Aos 63’, era tempo da primeira alteração no xadrez de Conceição. Otávio deu lugar a Fábio Vieira, primo de Mara Vieira, apresentada esta semana como técnica da formação feminina do Lusitânia de Lourosa.

Um minuto mais tarde, saiu, na formação que joga atualmente na cidade do futebol, Ricardo Ferreira, entrando o jogador emprestado pelo FC Famalicão, T. Phete. No minuto seguinte, dupla substituição: saíram no Belenenses Marco Matias cedendo o lugar a Dieguinho e ainda Ede Semedo que deu lugar a Cassierra.

Aos 69’, mais uma alteração nos azuis de Lisboa, saindo Diego Calila e entrando Tiago Esgaio. A vinte minutos do fim, todos tinham a noção de que os do norte iriam garantir mais um triunfo mantendo a distância de seis pontos para o SL Benfica.

A 19’ dos 90 minutos regulamentares, deu-se nova mudança no conjunto da casa, abandonando o terreno de jogo Sérgio Oliveira e entrando Danilo Pereira. Um minuto mais tarde, saiu Corona e entrou Luís Diaz.

Aos 75’, na conversão de uma grande penalidade cometida por T. Phete, sobre Luís Diaz, Alex Telles aumentou a vantagem dos dragões.

Decorridos 76’, saiu do relvado Soares dando o lugar a Fábio Silva, que já não era escolha de Conceição desde que se escreveu que este estaria perto da formação do Real Madrid. Um minuto depois, abandonou Uribe, entrando Vitor Ferreira.

De livre direto batido de forma superior por Fábio Vieira, o FC Porto chegou ao quarto golo, aos 82’.

Já para lá dos 90’ regulamentares, portanto em tempo de compensação, Luís Diaz marcou o melhor golo deste duelo, fazendo o quinto, fechando as contas do confronto.

Os tripeiros somaram mais uma vitória que os seus adeptos esperam que seja rumo à conquista do céptro de campeão nacional. Por seu turno, os lisboetas terão a árdua tarefa de lutarem pela permanência.


Notas:

Melhor em campo - Corona

Pior em campo - Diego Calila

OK para ambos os treinadores

Cartão amarelo para a equipa de arbitragem.



Por Diogo Rodrigues

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