Última etapa do circuito FPT


Este domingo, dia 12 de julho, chegou ao fim a terceira etapa do circuito organizado pela Federação Portuguesa de Ténis. A prova teve lugar no centenário Clube de Ténis da Figueira da Foz, com a Praia do Relógio como pano de fundo.

O torneio teve o seu início na segunda feira, dia seis de julho, aquando do inicio da fase de qualificação.

A competição arrancou com muito calor, chegando mesmo a levar ao adiamento da hora do começo das jornadas no complexo Figueirense. O certame desenrolou-se sob piso rápido, o que conjuntamente com as altas temperaturas propiciou condições de jogo especialmente velozes, uma vez que o sol e o forte calor sentidos, fizeram com que as bolas viajassem a uma maior velocidade.



Murta e Borges arrecadam o troféu

À entrada da prova, esperava-se que o quadro de singulares raparigas fosse, mais uma vez tomado de assalto por Inês Murta, de 23 anos e, pela jovem de 20 e múltipla campeã nacional, Francisca Jorge. Nos rapazes o quadro estava mais desfalcado visto que tanto João Sousa (regressado a Barcelona) como o outro Sousa de seu nome Pedro (afastado de todo o circuito por lesão) eram os grandes ausentes. Por este facto, e dada a qualidade de jogo evidenciada na etapa anterior em Lisboa, Kiko Silva era a maior esperança para a conquista do título.

O jogador natural das Caldas da Rainha venceu os seus oponentes sem dificuldades de maior, carimbando a presença nas meias finais, onde teve por contendor o maiato e vencedor em Vale do Lobo (local da primeira etapa deste conjunto de provas), Nuno Borges. No encontro que decidia qual o atleta do seu agrupamento a estar presente na penúltima fase da competição o ex número um do circuito universitário norte americano contou com a desistência, por problemas físicos, do lourinhanense Gastão Elias, apenas com três jogos decorridos.

As surpresas do lado dos rapazes foram: o cascalense Duarte Vale, radicado nos Estados Unidos onde compete no exigente circuito universitário local, e que por tal motivo não possui ainda pontos nem no ranking ATP nem no ranking da FPT. Mesmo assim, e apesar de dois encontros em que saiu derrotado na fase preliminar, e fruto de ter conquistado mais jogos do que Tiago Cação (Top 600 mundial) Duarte seguiu na competição. O outro semifinalista foi o vimaranense Luís Faria, que já na semana anterior tinha sido derrotado nesta mesma altura do quadro.

A primeira meia final não foi concluída com um match point tradicional, uma vez que Kiko Silva desistiu quando o encontro estava igualado a uma partida. Mais tarde, saberíamos que o fez a pensar na grande prova (o campeonato nacional que terá lugar no complexo municipal do monte Aventino na cidade invicta).

O pupilo de João Laio, proveniente da escola de ténis da Maia, garantia assim lugar no decisivo encontro, onde iria defrontar o atleta de cascais Duarte Vale. Este, por sua vez, afastou Luís Faria em três parciais. De realçar que devido ao forte vento verificado o duelo esteve interrompido por alguns minutos.



Final dececionante

O derradeiro encontro deste torneio, que tantas espectativas gerou na comunidade tenística nacional, viria a rebelar-se de sentido uni lateral. Borges, com uma cadência de jogo diabólica, desmontou por completo o estilo peculiar de Vale. O pupilo de Emanuel Couto apenas logrou conquistar um jogo em cada parcial, o que não reflete a diferença entre os dois atletas. Borges triunfou por duplo 6-1, em apenas 67 minutos. No entanto, Duarte saiu de cabeça bem erguida, pois garantiu um dos quatro convites wild cards cedidos pela Federação , entidade responsável pela organização do campeonato nacional. O maiato repete o desidrato conseguido na etapa algarvia.



Murta vence Jorge em semanas consecutivas

Do lado feminino, a história repetiu-se. As protagonistas presentes na final foram sempre as duas melhores da hierarquia individual feminina quando nos referimos “às nossas” Kika Jorge e Inês Murta, que foram as rainhas da prova, bem como de todo o circuito.

Com muito calor, mesmo que com bastante neblina, o encontro de nublado não teve nada.

Com um começo muito equiparado e depois de uma troca de breaks (no terceiro e quarto jogo) a contenda seguiu muito disputada, até que Murta fez nova quebra de serviço, adiantando-se para 6-5. Esta seguidamente selou a conquista do primeiro set com um parcial de 7-5.

A segunda partida seguiu o mesmo padrão, mas com mais breaks, foram ambas quebradas em branco. Jorge esteve mais paciente da linha de fundo, tentando levar a algarvia ao erro. Conquistando o segundo parcial por 6-4 (mesmo que tenha perdido o seu jogo de serviço quando dispunha de uma vantagem de 5-2).

A terceira partida foi de um só sentido. Kika acusou o cansaço e alguma falta de discernimento, não tendo ganhado por uma única vez o seu jogo de serviço mas tendo feito uma quebra de serviço a Inês.

Portanto, o longo encontro de aproximadamente duas horas e meia ficou fechado após três matches points e por 6-1.

No entretanto, e no dia em que se realizaram as duas finais de singulares no complexo Figueirense, no monte Aventino, era dia de se iniciar a fase de qualificação do campeonato nacional com um aliciante muito especial do lado feminino. A já retirada Maria João Koehler, que na passada década e em conjunto com Michelle Larcher de Brito, alcançou os melhores resultados da modalidade na vertente das senhoras. Maria João está atualmente como treinadora na academia de Rafael Nadal em Maiorca, no entanto, e fruto da pandemia, e após ter conhecimento de que as datas de realização do campeonato nacional (taça Guilherme Pinto Basto) iriam ser alteradas, a portuense natural da zona da foz do douro começou um rigoroso período de treino com vista a participar na competição. Contudo, será apenas um regresso temporário, uma vez que cumpre na sua cidade natal um merecido descanso.

A Revista Desportiva contar-lhe-á tudo o que de mais significativo acontecer nesta competição que antecederá a retoma dos respetivos circuitos marcada para meados de agosto.




Por Diogo Rodrigues

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