Segunda parte à campeão
O Estádio do Dragão recebia o seu último jogo da temporada, que tinha como principal ponto de interesse a entrega do troféu de campeão nacional ao FC Porto.
FC Porto e Moreirense defrontavam-se num jogo que servia apenas para cumprir calendário, dado que ambos os conjuntos já atingiram os seus objetivos na edição 2019/2020 da Liga Portuguesa.
O Porto entrou melhor na partida e adiantou-se cedo no marcador. Aos quatro minutos Luis Díaz concluiu de cabeça uma boa jogada do conjunto azul e branco, convém destacar nova assistência de Alex Telles (são já 39 no Dragão).
Mas o fulgor inicial dos dragões rapidamente se perdeu, e o Moreirense começou a tomar conta do encontro. Os de Moreira de Cônegos chegaram com toda a naturalidade ao empate aos 20 minutos, por intermédio de Fábio Abreu, que marcou pela 13.ª vez na Primeira Liga.
Fábio Vieira acumulou erros, não estava a acompanhar o lateral esquerdo do Moreirense e saiu antes do intervalo, aos 38 minutos. Um sinal de que havia aspetos a melhorar, naturalmente. Uribe juntou-se a Danilo e libertou Otávio (que viria a ser decisivo no segundo tempo).
Na segunda parte o Porto não deu hipóteses ao Moreirense. Os azuis e brancos entraram decididos em dar a volta aos acontecimentos e rapidamente tomaram conta de todos os aspetos da partida. Aos 51 minutos chegou novamente à vantagem. Marega explorou a profundidade e serviu Otávio, que após várias tentativas acabou por bater o guardião Pasinato.
Cinco minutos depois, Luis Díaz foi derrubado na área pelo guarda-redes brasileiro e Alex Telles não falhou na marca dos 11 metros, ampliando a vantagem dos dragões.
Ricardo Soares procurou mexer com o jogo e colocou em campo Nuno Santos e Gabrielzinho, mas o domínio continuou a pertencer aos novos campeões nacionais.
Aos 62 minutos, o momento da noite, Marega na conversão de um livre direto marcou o quarto golo dos portistas e o melhor da noite. De seguida o maliano viria a dar lugar a Soares que ainda foi a tempo de bisar na partida colocando o resultado em 6-1, de realçar que nos dois golos o brasileiro foi assistido pelo seu compatriota Otávio (talvez a melhor unidade portista no jogo).
Pouco depois o árbitro Carlos Xistra apitou pela última vez na partida e na carreira, visto que este foi o último jogo do juiz da Associação de Castelo Branco.
O FC Porto conquistou os três pontos na noite em que ergueu o troféu de campeão nacional pela 29.ª vez na sua história.
Por João Tavares

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