Nas asas do sonho
Esta segunda feira dia 13 de julho teve lugar, pelas 21h15m, a partida entre as formações do Vitória FC de Setúbal e o FC Famalicão. A contenda revestiu-se de uma camada de importância significativa, visto que os dois conjuntos ainda têm objetivos nesta Liga. O Famalicão (mesmo que ninguém o afirmasse no início da temporada) está na luta pelo quinto lugar, que dará apuramento europeu. Já os sadinos, tentam evitar a todo o custo a despromoção. Por isso esperava-se que o espetáculo fosse de nível elevado.
A noite estava quente na cidade de Setúbal, mesmo que no decorrer da partida começasse a soprar uma brisa que até foi bem-vinda uma vez que arrefeceu a temperatura. O duelo tinha tudo para ser bem “quentinho” com os protagonistas a terem de dar tudo nas quatro linhas.
O desafio contou com o lisboeta Hélder Malheiro na função de árbitro principal, tendo como vídeo-árbitro o natural da cidade do Porto Rui Costa.
A partida ficou ainda marcada pelo regresso de Lito Vidigal ao Bonfim, visto ter voltado a orientar a formação do sado, depois do despedimento do castelhano Júlio Velásquez.
O frente a frente começou bastante enfadonho sem ocasiões de perigo, com os conjuntos a terem vários futebolistas caídos por terra. Hélder Guedes esteve mesmo a ser assistido durante longos minutos. Com 16’ transcorridos o Famalicão chegou ao golo na primeira chance de que dispôs . Tento obtido Diogo Gonçalves, assistido pelo ponta de lança Toni Martínez. Foi um verdadeiro pontapé na monotonia à qual se assistiu nos primeiros 15’.
Guedes voltou a ressentir-se das queixas apresentadas, tendo de ser rendido aos 21 minutos por Hildeberto Pereira (conhecido no mundo do futebol por Berto). Contrariedade para Lito Vidigal que perdeu o melhor marcador da formação sadina.
Três minutos depois os setubalenses chegaram pela primeira vez perto da baliza dos minhotos e logo para restabelecerem a igualdade. Após um canto à esquerda do ataque da turma de Vidigal, Jubal mesmo tendo falhado o primeiro remate, aproveitou o facto de a bola ficar a pingar, cabeceando para o fundo das redes. Jogo muito fraco nos primeiros 25 minutos, no entanto já com um golo para cada lado.
Na última vintena de minutos do primeiro tempo assistimos a um gradual aceleramento do conjunto forasteiro . Destacando-se Diogo Gonçalves como o grande agitador do ataque da turma comandada por João Pedro Sousa. A melhor ocasião para desfazer a igualdade que se verificou em tempo de descanso, foi um tiro de Fábio Martins já em tempo adicional, para uma defesa incrível do georgiano Makaridze . De realçar que a equipa de arbitragem acrescentou mais sete minutos ao primeiro tempo, justificados pelas várias intervenções de ambas as equipas médicas. Muitos cartões amarelos mostrados por Hélder Malheiro. Em tempo de pausa o empate era justo, mas todos esperavam que a etapa complementar fosse mais escaldante em termos de emoção do que o primeiro naco de desafio.
De facto, os artistas não defraudaram as espectativas. O segundo tempo arrancou muito mais dinâmico e com o Vitória a tentar chegar ao golo. Por duas vezes nos cinco minutos iniciais, a defesa da turma Famalicense foi decisiva para conservar a igualdade.
Por volta dos 66’ foi altura da primeira alteração nos da casa. Abandonou Mansilla entrando Alex Freitas.
Quatro minutos mais tarde, respondeu João Pedro Sousa, saiu Coly e entrou para o seu lugar Álex Centelles.
Depois de 81’ jogados, assistiu-se a uma tripla alteração na equipa minhota: saindo Toni Martínez, N. Pérez e Fábio Martins, indo a jogo Riccieli, Walterson e o suplente de luxo Anderson Oliveira, sendo o atleta da liga com mais golos apontados em menor tempo de utilização. Era o tudo por tudo para assaltar o quinto posto.
Aos 85’ esgotaram-se as substituições nos do Minho, Pedro Gonçalves cedeu o seu lugar ao formado no caixa futebol campos Guga Rodrigues.
A um dos noventa regulamentares, os minhotos fizeram o segundo. Jogada fabricada por Anderson e Walterson, com o maestro Diogo Gonçalves, a deslizar no relvado, carimbando assim “o bis” na partida, dificultando a vida da equipa presidida por Paulo Gomes. Estava iminente mais uma derrota dos verdes e brancos, com a escuridão dos lugares que ocupam a adensar-se cada vez mais e de forma mais preocupante.
Mais uma vez o tempo de compensação voltou a cifrar-se nos sete minutos. Era este o período do qual dispunha a formação sadina para evitar um novo desaire.
Nesse sentido foi operada uma dupla alteração: abandonam Carlinhos e Semedo, entrando Mathiola e Leandrinho.
Com oito minutos para lá dos noventa, André Sousa caiu na área. Pedidos desesperados de grande penalidade ( que tanto jeito faria ao conjunto setubalense), até Lito entrou em campo. Ficou por exibir uma cartolina amarela a André Sousa por tentar cavar algo que não existiu, bem como ficou por ser mostrada uma vermelha a Vidigal por invasão do terreno de jogo. Foi uma das poucas nódoas na arbitragem deste confronto.
Os de Setúbal continuam em situação periclitante. Já os do Minho estão numa luta “para a qual não fomos convidados” palavras proferidas pelo seu técnico na antevisão desta partida. Sendo que fruto do empate cedido pelo Rio Ave em casa do Marítimo a zero bolas, os de Famalicão sobem ao quinto posto.
Notas:
Melhor em campo – Diogo Gonçalves
Pior em campo – André Sousa
OK para ambos os técnicos
Cartão amarelo para a equipa de arbitragem
Por Diogo Rodrigues

0 Comentários