Leão encolhe as garras em Moreira de Cónegos
Nesta segunda feira, 6 de julho, teve lugar o último desafio da ronda 30. A partida opôs as formações do Moreirense FC e do Sporting CP.
Com um calor anormal para a data, o jogo contou com a arbitragem do lisboeta Tiago Martins, enquanto que o vídeo árbitro foi o portuense Jorge Sousa.
Os pupilos de Rúben Amorim garantiam quase certamente o terceiro lugar, em caso de vitória, já os cónegos, com o objetivo da manutenção praticamente assegurado, procuravam ferir o leão de modo a terem umas últimas quatro jornadas ainda mais tranquilas.
Os primeiros 15 minutos passaram sem que se tenha assistido a qualquer remate. O Moreirense pressionou alto, impedindo e condicionando a primeira fase de construção da formação leonina.
Ao cabo da primeira meia hora, Filipe Soares, médio dos da casa foi o jogador em destaque, tentando criar iniciativas que destabilizassem a defesa dos forasteiros. Por essa altura, os de Amorim tinham mais posse de bola, contudo eram os minhotos que iam mais vezes ao último terço dos de Lisboa. Partida sem ocasiões de real perigo nos primeiros trinta minutos do confronto.
A última tranche da primeira parte foi bastante faltosa de parte a parte, sendo que o único lance a destacar foi protagonizado por Coates, ao minuto 37, aparecendo no coração da área, desviando por cima da baliza. Nessa mesma altura, o guardião dos da casa, Mateus Pasinato, foi amarelado por demora na reposição da bola em jogo.
Primeiro tempo fraco, sem remates e desprovido de emoção. A pior primeira parte da liga 2019/2020.
Aos 50 minutos, Jovane Cabral caiu na área pedindo grande penalidade. Tal não lhe foi concedido por Tiago Martins e restante equipa. Bom juízo do lisboeta. Ficou por mostrar um amarelo, visto que o cabo-verdiano se tentou fazer à falta.
Um minuto mais tarde, o defesa argelino Halliche recebeu ordem de expulsão, por derrube a G. Plata, uma vez que este se ia a isolar. Boa decisão dos responsáveis pela arbitragem do desafio.
Decorridos 54 minutos, saiu nos da casa Alex Soares, sendo rendido por Steven Vitória. Reforço do eixo defensivo levado a cabo por Ricardo Soares, fruto da contrariedade sofrida minutos antes.
Um minuto após se concluir a primeira hora de duelo, dupla mexida no conjunto de Alvalade: saiu Battaglia entrando para o seu lugar Wendel. Abandonou Borja, entrando o jovem Nuno Mendes.
Com 62 minutos saiu nos cónegos Gabrielzinho, cedido pelo Rio Ave, sendo substituído por Djavan.
Aos 66 minutos, saiu na turma de Alvalade o macedónio Ristovski, entrando o menino Joelson Fernandes.
Dois minutos depois, Jovane Cabral foi admoestado com a cartolina amarela por tentar cavar mais um castigo máximo. Falta de rigor dos juízes que se tivessem amarelado o africano da primeira vez que o fez veria agora o segundo amarelo e o respetivo vermelho.
A oito minutos dos 90 regulamentares íamos assistindo a um disparate de Plata, só a rapidez de reflexos de Max evitou o auto golo do equatoriano.
Aos 85 minutos, Wendel atirou para boa intervenção de Pasinato. Os leões, fruto da superioridade numérica, estavam melhor, mas os da casa nunca descuraram as transições rápidas.
Pelos 89 minutos, tripla alteração na turma de Ricardo Soares : saíram Bilel, Filipe Soares e o goleador Fábio Abreu, entrando Luís Machado, Nuno Santos e Nené.
Aos noventa mais oito, ocorreu talvez o caso mais polémico da partida. O árbitro e seus auxiliares decidiram mal, já que o ‘agarrão’ sobre Coates foi nítido, sendo que os verdes e brancos ficaram com razões de queixa da equipa de arbitragem, neste lance.
Com esta igualdade, os cónegos ficaram ainda mais tranquilos na classificação geral. Os pupilos de Amorim mantêm a terceira posição, mas têm agora o emblema bracarense mais perto.
Notas:
Melhor em campo - Filipe Soares
Pior em campo - Borja
OK para ambos os técnicos
Cartolina amarela para a equipa de arbitragem
Por Diogo Rodrigues

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