Europa a ferro e fogo


No sábado dia 18 de julho realizou-se a partida que opôs as formações do FC Famalicão e do Boavista FC. Os da casa entravam para este desafio com a certeza de que em caso de triunfo sobre os de Daniel Ramos conseguiam uma inédita presença europeia.

A boa nova havia chegado da partida do Rio Ave com o Clube Desportivo Santa Clara cujo resultado foi uma igualdade a duas bolas.

Em Famalicão estava uma temperatura ideal para a prática de futebol, esperando-se que fosse mais um jogo bem disputado.

A contenda foi dirigida arbitralmente pelo natural de Vila Real Cláudio Pereira contando no papel de vídeo-árbitro com o leiriense António Nobre.

Os da casa entraram a toda a velocidade, sendo que Helton Leite (guardião dos do Bessa) negou por duas vezes o primeiro a Toni Martinez, mas a ameaça viria a concretizar-se. Com nove minutos o espanhol fez com uma bela execução de cabeça o primeiro. Um dos melhores desta edição da liga. Estava assim inaugurado o placard, coroando uma primeira dezena de minutos dominada pelos pupilos do angolano de nascimento João Pedro Sousa.

Percorridos 25’ era evidente a maior posse de bola dos caseiros. Estes controlavam o confronto a seu belo prazer, sendo que Vaná havia sido um mero espectador até esta altura.

Já em período de compensação, o juiz assinalou uma grande penalidade, por mão de Lucas na área boavisteira. Boa decisão, mas com demasiada demora na visualização e respetiva análise das imagens vindas da cidade do futebol.

Chegamos ao descanso com o resultado um pouco mentiroso. Visto que embora os minhotos tenham estado no comando das operações, não justificavam a vantagem de dois golos. Quanto ao emblema da pantera se quisesse ambicionar sair de Famalicão com pontos teria de fazer muito mais. Jogo muito disputado na zona intermediária do terreno e em que o esférico não rondou por muitas ocasiões ambas as balizas.

Depois de 62’ e sem o justificarem, apesar de terem entrado melhor no segundo tempo, as panteras reduziram. Cassiano ganhou no corpo a corpo sobre Riccieli atirando de seguida para o fundo das redes minhotas. Estava assim devolvida a incerteza ao marcador.

Transcorridos 65’ os axadrezados (que nesta partida trajaram de dourado) enviaram uma bola ao ferro da baliza dos caseiros. Bueno levou o esférico a tirar tinta do poste direito de Vaná. Os do Bessa começavam a sonhar com a possibilidade de ainda chegarem à igualdade.

A 20’ dos noventa regulamentares é tempo da primeira alteração na turma forasteira: saiu o veterano, africano, Mateus dando o seu lugar a Heriberto. Tentativa de Daniel Ramos (que regressava a uma casa que bem conhece) em aproveitar a velocidade do extremo.

Dois minutos mais tarde, novo castigo máximo, desta vez para os da invicta. Mais uma vez bem a arbitragem demonstrando que não é necessário que o conselho de arbitragem faça recair as suas escolhas sempre sob as mesmas caras. Na conversão do pontapé da marca dos 11m, Bueno remata fora do alcance do guarda-redes dos da casa, restabelecendo a igualdade, adiando os festejos que já se efetuavam no exterior do anfiteatro famalicense.

Com 73’ saiu nos do Minho Pedro Gonçalves (que esteve apagadíssimo) dando a vez a Guga Rodrigues.

Depois de 81 voltas ao ponteiro, dupla substituição no emblema de Famalicão: abandonaram Coly e Ivo Pinto para as entradas de Walterson e Álex Centelles.

Era o tudo por tudo para que o Famalicão garantisse na penúltima jornada a qualificação para as provas europeias.

Aos 84’ Daniel Ramos mexe por três vezes no seu conjunto: retirando Gustavo Sauer, Bueno e Cassiano, colocando em campo Miguel Reizinho, Stojilkovic e Fernando Cardoso.

Dois minutos após saiu nos da casa Toni Martinez e entrou o talismã Anderson Oliveira.

O período de compensação dado para esta segunda parte cifrou-se nos quatro minutos.

Já com os quatro minutos decretados pela equipa de arbitragem a escoarem-se é feita mais uma alteração nos tripeiros: abandonou Paulinho entrando Luís Santos.

No último lance da partida aos 90’ mais seis, existiram pedidos do banco dos da casa de grande penalidade. Boa decisão dos juízes.

Resultado justo, pois as duas equipas dominaram alternadamente as duas partes desta contenda. Os famalicenses somam 53 pontos, mantendo o quinto posto. São a única equipa da história do futebol Português a contar com mais de 50 pontos na época em que ascendem ao escalão maior. Já os da invicta têm 39 pontos e ocupam a 11ª. posição.

Teremos uma última ronda escaldante no que concerne à disputa pelo quinto lugar e respetivo apuramento europeu.

O Rio Ave FC recebe o Boavista FC, já o FC Famalicão desloca-se ao Funchal para defrontar o Clube Sport Marítimo sendo que este parte em vantagem pois apenas necessita somar um ponto. Os vilacondenses por seu turno têm de vencer nos Arcos o Boavista FC e esperar que o Clube Sport Marítimo derrote os de Famalicão.


Notas: 

Melhor em campo - Bueno

Pior em campo - Coly

OK para ambos os técnicos

Cartão verde para a equipa de arbitragem




Por Diogo Rodrigues

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