Empate com sabor a derrota


Nesta quinta feira, dia nove de julho, disputou-se no reduto do FC Famalicão o encontro que opôs os minhotos ao SL Benfica. A partida era de vital importância para ambos os conjuntos. Os famalicenses para continuarem a alimentar o sonho europeu, já os benfiquistas para não oferecerem o título ao rival FC Porto, o que aconteceria em caso de derrota dos pupilos de Nélson Veríssimo.

Desafio realizado sob condições ideais para a prática da modalidade. Na condução da contenda estiveram: na arbitragem o natural da cidade invicta, Jorge Sousa, e na cidade do futebol, na função de vídeo árbitro, esteve o lisboeta Hugo Miguel.

Mesmo sem a presença física de adeptos no estádio, a equipa da casa contou com tarjas colocadas pelos elementos da claque “Fama Boys”, que deram um colorido especial a esta partida.

Os encarnados começaram com bastante intensidade, estando perto do golo aos 4’, quando Cervi atirou para grande defesa do guardião Rafael Defendi, que voltou a conquistar a titularidade após recuperar do surto da Covid 19 que o afetou.

Com 8’ decorridos, assistiu-se ao grande caso do confronto. Cervi caiu na área, mas o árbitro considerou simulação do atleta das pampas. Na minha opinião, ficou uma grande penalidade por marcar a favor dos da luz.

A primeira dezena de minutos foi completamente dominada pelas águias.

Aos 19’, os da casa chegaram finalmente ao último reduto da turma lisboeta. Pedro Gonçalves furou pelo meio da defesa encarnada, atirando para bela intervenção de Vlachodimos, num grande momento de futebol.

O FC Famalicão parecia ter sacudido o ímpeto inicial dos forasteiros, sendo que à passagem da primeira vintena de minutos o domínio do SL Benfica já se tinha diluído.

Transcorridos 35’, os benfiquistas voltaram a semear o pânico na defesa do Famalicão. Pizzi rematou para uma grande estirada do guarda-redes da casa. O perfil da partida não se tinha alterado substancialmente. Os de Lisboa com maior tempo de posse de bola, mas sem fazerem jogadas de “encher o olho” que pudessem perigar a baliza à guarda de Defendi.

Pelos 37’, chegou o golo da turma encarnada. Jogada de Cérvi na direita, cruzando para Seferovic, que atirou para mais um belo voo de Rafael Defendi, mas na recarga Pizzi inaugurou o placard.

O lance ainda esteve em análise, acabando por se confirmar o golo.

Primeira parte em que as águias estiveram melhores do que a formação orientada por João Pedro Sousa. Vantagem justa, apesar de não estar a ser um jogo fantástico, mas os vermelhos e brancos foram mais competentes e incisivos ao cabo dos primeiros 45'.

Aos 56’, assistiu-se à primeira alteração nos da casa. Saiu o suíço Del Campo, que fez a estreia com a camisola dos minhotos, sendo rendido por Anderson Oliveira.

O primeiro quarto de hora trouxe uma partida em que a bola andou longe de ambas as balizas. Apenas a realçar o minuto 60, altura em que Pizzi rematou ao lado, após tentativa de Chiquinho (natural de uma freguesia pertencente ao concelho de Santo Tirso e, portanto, a poucos quilómetros da sua cidade natal) que esbarrou nas luvas de Defendi.

Decorridos 66’, saiu Rúben Lameiras nos da casa e entrou Walterson.

Aos 67’, nova alteração no conjunto da casa: saiu Patrick William dando o seu lugar ao lateral natural de Lourosa, Ivo Pinto. No mesmo minuto, saiu no SL Benfica Seferovic e entrou Carlos Vinícius.

A 18’ dos 90, os famalicenses atiraram ao poste por parte de Fábio Martins. Pedro Gonçalves rasgou na direita e centrou para Fábio, que de ângulo muito apertado fez abanar o poste direito da baliza dos lisboetas. A melhor ocasião até então para o conjunto minhoto.

A nove minutos da compensação, ocorreu uma dupla mexida no Famalicão: abandonaram Pedro Gonçalves e R. Coly, para as entradas de Guga Rodrigues (que fez toda a sua formação no SL Benfica) e de Alex Centelles. Passado um minuto, dupla alteração no SL Benfica: Cérvi saiu e entrou para o seu lugar Rafa, Gabriel abandonou, entrando o helénico Samaris .

Aos 84’, Fábio Martins conduziu o esférico pela direita, tocando para o remate fulminante de Guga Rodrigues. Estava restabelecida a igualdade. Renascia a esperança dos da casa em operarem a reviravolta no marcador. Segundo golo do jovem na liga.

Aos 88’, Pizzi saiu, não muito satisfeito, entrando para o seu lugar Jota.

O Famalicão esteve melhor na reta final. A partida terminou sem que nenhum dos contendores conseguisse desfazer a igualdade.

É um empate com sabor a derrota: os da casa perdem a quinta posição para o Rio Ave. Por seu turno, a equipa encarnada deixa o FC Porto a necessitar apenas de um ponto para erguer o troféu de campeão nacional, sendo que o podem fazer na próxima terça-feira, quando assistirão de cadeirão ao confronto entre o SL Benfica e o Vitória Sport Clube. Jogo que em caso de derrota ou igualdade dos encarnados no seu terreno, o FC Porto será imediatamente consagrado como vencedor do campeonato, independentemente do resultado do dia seguinte frente ao Sporting.


Notas: 

Melhor em campo - Fábio Martins

Pior em campo - Del Campo

OK para ambos os treinadores

Cartão amarelo para a equipa de arbitragem.




Por Diogo Rodrigues

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