A um pequeno passo da manutenção
No domingo dia 19 de julho, pelas 19h15m realizou-se a partida que opôs as formações do Belenenses SAD e do Gil Vicente FC. As condições eram as ideais para que a contenda fosse bem disputada.
Desafio de vital importância para os de Lisboa, visto que em caso de vitória passariam a respirar de forma muito mais tranquila face à zona crítica da tabela classificativa.
Esta partida contou com a arbitragem de Manuel Oliveira do Porto, tendo como vídeo-árbitro o também portuense Jorge Sousa.
Com o primeiro quarto de hora transcorrido eram os gilistas, que apesar de ainda não terem disposto de qualquer chance de golo, que estavam por cima. Já tendo conquistado dois pontapés de canto e dispondo de maior tempo de posse de bola e em zonas mais adiantadas do terreno. Deserto total de perigo junto de ambas as balizas.
Os segundos 15’ não divergiram muito dos anteriores. O nulo em termos de ocasiões de perigo persistiu. Licá era o único, dos que fazem da cidade do futebol o seu lar, a tentar remar contra o marasmo. Por seu turno a equipa da terra do galo estava muito confortável, visto que jogava sem pressão, competindo de forma mais solta.
Talvez os piores trinta minutos dos de Belém em toda esta liga.
O Gil neste período teve dois futebolistas que necessitaram de receber assistência médica: Lino e Ruben Ribeiro. O tempo de compensação atribuído para o primeiro tempo foi de apenas dois minutos. Escasso na minha opinião, se tivermos em linha de conta o tempo despendido nas pausas para assistência aos dois barcelenses.
Um verdadeiro bocejo esta primeira parte. Nem um pobre remate na direção da baliza. Não deixa saudades decerto este naco de desafio. Os da casa teriam de arrepiar caminho para vencerem este confronto. Era de esperar que Petit fizesse algo para alterar o rumo dos acontecimentos.
Para grande estupefação minha, Armando Costa (conhecido no mundo do futebol por Petit) não fez nenhuma mexida no regresso das cabines.
Findada a primeira hora de jogo o panorama não se havia alterado em comparação com o relatado em tempo de pausa. Vítor Oliveira, e contra as minhas previsões, é o primeiro a refrescar a sua turma e logo em dose dupla: abandonaram Hugo Vieira e Kraev, entrando o goleador Sandro Lima e Lourency.
A 20 dos 90’ regulamentares, mexe finalmente o técnico dos de Belém: retirou Licá e colocou Marco Matias. Tentativa de refrescar a zona do ataque.
Após 78 voltas ao ponteiro, assistimos a uma dupla alteração no emblema da cruz de Cristo: deixaram o terreno de jogo Show e Cassierra, entrando Silvestre Varela e Keita. Nos de Barcelos abandonou Lino, entrando Baraye.
Após 88’ sem remates enquadrados, Marco Matias servido em bandeja de ouro por Varela, atira fora do alcance de Dénis. Matias era assim o espelho da felicidade estampada no rosto dos caseiros, tendo decidido a partida, precisando somente de vinte minutos em campo.
São decretados mais quatro minutos de compensação pela equipa de arbitragem.
Já escoado o tempo de compensação é levada a cabo mais uma substituição nos da zona sul do país: abandonou o relvado Nilton Varela sendo rendido por Danny Henriques.
A paupérrima partida chega finalmente ao fim. Dos piores duelos desta edição do campeonato.
Com o triunfo o Belenenses SAD regista 35 pontos, ficando na 14ª. posição, sendo que conta com o bilhete para a manutenção carimbado. Já o conjunto de Barcelos passa a somar 42 pontos, quedando-se pela nona posição.
Notas:
Melhor em campo - Marco Matias
Pior em campo - Nuno Pina
OK para ambos os treinadores
Cartão verde para a equipa de arbitragem
Por Diogo Rodrigues
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