A três passos do título
O FC Porto passou o teste na Mata Real, terreno onde não vencia desde 2014, aproveitando assim a derrota do Benfica na Madeira para abrir uma vantagem de seis pontos na liderança do campeonato. Os dragões podem ter dado um passo decisivo para o título, estando a apenas três vitórias da conquista do 29.º campeonato.
A partida esteve longe de ser bem jogada. Os azuis e brancos entraram mais fortes, à procura do golo, e foram premiados, logo aos sete minutos. Mbemba aproveitou um erro do guardião Ricardo Ribeiro e colocou o Porto em vantagem. Foi o segundo golo do central congolês na Liga (tinha marcado frente ao Rio Ave).
A partir daí, o Paços mostrou o porquê de ser a segunda equipa com mais pontos desde a retoma e incomodou o líder. Pedrinho ameaçou num livre direto e Hélder Ferreira obrigou Marchesín a defesa apertada.
O Porto revelou algumas dificuldades para ligar o seu jogo e abusou das bolas longas para o avançado Soares (que jogou sempre muito desapoiado).
A segunda parte foi de sofrimento para o conjunto de Conceição, especialmente nos primeiros vinte minutos. A dupla Pedrinho-Luiz Carlos elevou a qualidade de jogo pacense e, por pouco, o brasileiro não cabeceou para o empate, aproveitando uma desatenção de Manafá. Os dragões respiraram de alívio e voltaram a fazê-lo pouco depois quando Luiz Carlos rematou de forma acrobática e obrigou Marchesín a aplicar-se.
Conceição introduziu Díaz, Loum, Vitinha e Fábio Vieira no jogo e a mensagem era clara: controlar o ímpeto pacense e procurar chegar à baliza contrária em transição. Foi assim, por exemplo, que Díaz desperdiçou o 0-2 na cara de Ricardo.
O Paços de Ferreira perdeu fulgor com o decorrer dos minutos, todavia, nunca desistiu de tentar chegar à igualdade, mas Marchesín não compactou com os planos dos homens de amarelo. O argentino fez a defesa que segurou o precioso triunfo a disparo de Jorge Silva.
Ainda houve tempo para Vítor Ferreira conduzir o esférico e libertar para Marega na altura certa, mas o maliano acertou mal na bola e permitiu que Oleg evitasse o desvio certeiro de Fábio Vieira.
O FC Porto sofreu, mas acabou com o fantasma que o perseguia na Mata Real há seis anos e caminha rumo ao título.
Por João Tavares

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