Na altura da sua morte, num acidente de F2 em abril de 1968, o escocês era o piloto mais bem-sucedido da história da modalidade, sendo o recordista de vitórias e pole positions. Aliás, até hoje, ainda ninguém conseguiu bater o ser recorde de Grand Slams. Foi também o único a obter 100% de pontos possíveis em duas temporadas distintas.
Na época de 1965, Clark dominou o campeonato juntamente com o seu Lotus 33. Em nove provas disputadas, venceu seis, conquistou seis poles e seis voltas mais rápidas. Apenas não participou no Grande Prémio do Mónaco, por se encontrar nas 500 Milhas de Indianápolis.
As suas vitórias naquela temporada, no mundial de F1, humilharam a concorrência. Na corrida da Grã-Bretanha, venceu com 30 segundos de diferença para o segundo classificado e campeão em título, John Surtees. Em Spa, na Bélgica, venceu com 44 segundos de vantagem para Jackie Stewart.
Foi uma temporada de enorme sucesso já que o escocês conquistou o título mais precoce da história, recorde que viria a ser batido muitos anos mais tarde, por Michael Schumacher, em 2002.
No entanto, Clark não se ficou apenas pela F1 já que em comparação com outros pilotos era muito mais versátil.
Em maio de 1965, venceu as 500 Milhas de Indianápolis, tendo-se tornado o único a vencer esta competição e o mundial de F1 no mesmo ano. Na altura, tornou-se também o primeiro não-americano a vencer a corrida em quase 50 anos.
A excelente fase estendeu-se a categorias de menor dimensão. Foi campeão de BTCC (campeonato inglês de turismo) vencendo três etapas do certame: Goodwood, Crystal Palace e Oulton Park. Disputou, ainda, os campeonatos de F2 em França e em Inglaterra, tendo vencido algumas corridas em ambos. Na época, os pilotos podiam participar em campeonatos de escalões inferiores.
Especulou-se que o escocês participava em todas estas provas devido a problemas financeiros, algo que Clark sempre negou afirmando participar devido à sua curiosidade.
No fim daquele ano, Jim Clark foi considerado como o atleta do ano pela emissora norte-americana ABC. Em 1966 e 1967, mesmo em carros inferiores, a sua boa fase continuou tendo conquistado cinco vitórias e oito pole positions. Naqueles anos, competiu também no Rali e no Nascar.
O ano de 1968 começou da melhor forma para Clark que dominou o Grande Prémio de F1 da África do Sul. No entanto, no Grande Prémio de Hockenheim de F2, um acidente tirou-lhe a vida.
Até aos dias de hoje, o nome Jim Clark é associado a sucesso e triunfo e será para sempre recordado e eternizado.
Por João Tavares

0 Comentários