Conhece este desporto? #1 - Esqui Alpino



No presente artigo trataremos de explicar o funcionamento desta modalidade, bem como as suas disciplinas. Abordaremos ainda os maiores nomes desta modalidade, bem como quais as façanhas que estes obtiveram. Daremos ainda conta de algumas curiosidades que se prendem com este desporto alpino.

A Taça do Mundo de Esqui Alpino, realiza-se desde meados dos anos cinquenta, sendo que até esta data existiam apenas algumas provas patrocinadas pelos burgueses mais poderosos ou pelas famílias mais endinheiradas. A corrida mais antiga do mundo é a de Kit, na Áustria, esta corrida pode ser também designada pela “corrida da crista do galo”, uma vez que para além do chorudo cheque depositado na conta do vencedor, este ganha ainda uma crista de galo em porcelana.


Vamos agora compreender as várias disciplinas existentes no esqui alpino, em que consistem.

- Downhill: prova corrida a manga única (apenas uma descida), pontuam os trinta mais rápidos. São os esquis mais longos da Taça do Mundo, os participantes nesta disciplina usam esquis de 2m. Nesta variante os atletas chegam a atingir cerca de 130 quilómetros por hora nos speed guns (pontos de medição de velocidade que se encontram espalhados pela pista). O recorde em termos de velocidade instantânea verificado numa pista da Taça do Mundo foi obtido pelo francês Johan Clarey em 2013, atingindo uma velocidade 166 km/h, conseguido em Wengen (Suíça). O atleta com mais títulos nesta disciplina é o Norueguês Aksel Lund Svindal.

Já do lado feminino temos como recordista a Norte Americana: Lindsey Vonn, que é a possui o maior número de vitórias na história da Taça do Mundo (87 vitórias em toda a sua carreira). Tentou inclusivamente solicitar que lhe fosse concedida autorização para competir com os homens, contudo tal pedido não lhe foi concedido.


- Slalom Super Gigante: estes esquis medem 1.90m e esta disciplina disputa-se desde 1984. Também se corre a manga única, tal como o Downhill (são as duas provas de velocidade). Os atletas mais titulados são: do setor masculino o austríaco Hermann Maier (o Herminator, como era apelidado pelos seus pares). Na vertente feminina destaca-se a Eslovena Tina Maze, que terminou a carreira à cinco épocas atrás. A prova mais sonante desta disciplina é o Super G de Kvitfjell na Noruega, considerada a vertente rainha, uma vez que alia a velocidade pura (gliding) e a técnica do slalom.


- Slalom Gigante: corrida disputada a duas mangas, apenas têm acesso à segunda parte da prova os trinta melhores tempos, realizados na primeira parte da prova. Estes trinta melhores, saem para a pista, na segunda parte da corrida por ordem contrária à da classificação. Isto é: o trigésimo classificado será o primeiro a ir para a pista, enquanto o melhor tempo da primeira manga será o último a cumprir o traçado.

Apenas nas grandes provas (Mundiais ou Jogos Olímpicos) todos os atletas que tenham completado o primeiro percurso independentemente do tempo registado podem participar na segunda manga.

Os maiores vencedores nesta disciplina são: do lado masculino Marcel Hirscher da Áustria com mais de quarenta subidas ao degrau mais alto do pódio. Do lado feminino quem lidera o ranking de número de vitórias é a italiana Deborah Compagnoni, que tem uma pista em sua honra em Madonna di Campiglio.


- Slalom: prova disputada, segundo o mesmo sistema do slalom gigante, os esquis têm apenas 1.65m e o principal fator para almejar o sucesso neste tipo de provas é muita técnica, mas acima de tudo memorizar muito bem a pista.

Os atletas que mais currículo apresentam neste tipo de provas são: Mikaela Shiffrin, dos EUA. Ela já é aos vinte e cinco anos uma das atletas mais bem-sucedidas de sempre, estando já a menos de 10 triunfos de Lindsey Vonn e a cerca de 25 de Ingemar Stenmark, o Sueco que detém o record de vitórias na taça do mundo 95 (atleta já retirado nos anos oitenta).

Existem mais duas vertentes desta modalidade: o paralelo e o combinado, mas que têm cerca de três provas por temporada. O combinado junta uma manga de Downhill e uma de slalom.

O paralelo desenrola-se numa pista instalada no meio de uma cidade com dois esquiadores em simultâneo. Previamente existe uma qualificação da qual saem os trinta e dois melhores que se irão defrontar em eliminatórias.


Curiosidades 
  • Os países com maior tradição são: Áustria, Noruega, EUA, Suíça, Suécia, Alemanha, França e Itália. 
  • O Luxemburgo já foi campeão do mundo! Sim foi mesmo, através do austríaco de nascimento: Marc Girardelli. É o país com menos população a ter alguma vez somado uma vitória na taça do mundo.
  • Existe uma família argentina que compete neste certame, os Simari Birkner, não pontuam quase nunca, é certo, mas estão sempre em festa. Segundo eles, competem apenas pelo prazer de esquiar.
  • O atleta mais velho de sempre a completar uma prova numa competição de esqui alpino é o Príncipe Hubertus zu Hohenlohe nascido na Alemanha, mas que criou a Federação Mexicana de Esqui para poder competir estreando-se em 1981 nos Jogos Olímpicos de Inverno em Sarajevo na Bósnia Herzegovina. Com 55 anos de idade terminou as últimas olimpíadas no lugar 100 da classificação. Já do lado feminino o recorde pertence a Sarah Schleper, norte-americana de nascimento, mas que compete pelo México. Tem 45 anos e completou os últimos mundiais no 43ºlugar, foi mais um recorde, nunca ninguém com esta idade havia ficado nos 50 primeiros da tabela numa grande competição.
  • Se falamos dos mais velhos, também nos fica bem falar dos mais novos! Mikaela Shiffrin dos EUA tem o recorde de mulher mais nova de sempre a ganhar uma corrida e também a Taça do Mundo. O primeiro foi obtido aos 16 anos e 4 meses e o segundo foi aos 18 anos. Já do lado masculino temos o austríaco Benjamin Raich, que venceu a sua primeira prova aos 17 anos e quatro meses. Já Marcel Hirscher do mesmo país ganhou a primeira das nove Taças do Mundo consecutivas aos 19 anos. Viria a ganhar mais oito de seguida (retirou-se este ano aos vinte e nove anos).
  • Vanina de Oliveira Guerillot nasceu e reside em França, é filha de mãe natural de Atães, Guimarães, e tem dupla nacionalidade desde bebé. A esquiadora foi a segunda atleta portuguesa a conquistar medalhas internacionais nos desportos de inverno, em 2016, na categoria infantes, e é considerada pela Federação de Desportos de Inverno de Portugal uma das esperanças lusas, depois de conquistar vários pódios em torneios de referência. Em 2019, Vanina de Oliveira foi a melhor portuguesa nos Campeonatos do Mundo juniores de esqui alpino, realizados em Val di Fassa, Itália, ao terminar no 38.º lugar a prova de slalom, entre 49 atletas. A lusodescendente esteve também, no ano passado, nos Campeonatos do Mundo de Esqui Alpino, em ARE, Suécia, onde foi a 37.ª classificada. Vanina de Oliveira, uma das quatro atletas de desportos de inverno com o estatuto de alto rendimento, é treinada pelo pai, Yannick Guerillot.
  • Sabia que os prémios no esqui alpino são pagos em Francos Suíços? Pois é, são porque a Federação Mundial de Esqui se localiza na Suíça.

E pronto espero que o meu caro leitor, tenha ficado a saber um pouco mais sobre esta modalidade ainda sem expressão. Agradecemos a sua atenção.

Fique em casa, e aproveite para aprofundar os seus horizontes desportivos.



Por Diogo Rodrigues

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