Pedro Proença, presidente da Liga Portuguesa de Futebol, admitiu hoje, numa entrevista à TSF, que jogar à porta fechada para terminar o campeonato, até 30 de junho, é uma possibilidade, entre outros cenários.
Sendo difícil, para já, calcular as perdas, tudo vai depender da variável tempo e o futebol continua dependente das orientações "das instâncias governamentais e das próprias entidades interncionais".
O presidente da Liga de Clubes reforçou a ideia de que "é fundamental que as ligas nacionais terminem as épocas desportivas", para que a época termine com a normalidade possível e se possa preparar a próxima, ressalvando que acredita que haverá "campeão e equipas a subir e a descer", já que houve um adiamento do Europeu para 2021, haverá "um alargamento de espaço disponível, mais 45 dias", que "vai permitir um calendário diferente".
A verdade é que estamos a atravessar uma fase invulgar e muito negativa, pois pela primeira vez na história do futebol foi preciso suspender toda a atividade por tempo indeterminado, por um bem maior: a saúde!
Assim, o futebol terá que se "regenerar e reinventar" e a implementação do Layoff no futebol português não está posta de parte. Não sendo uma prioridade merece, no entanto, ser tratado com o mesmo respeito que qualquer outra indústria, pois tem um papel fundamental na ajuda a restabelecer o ânimo dos portugueses.
Está agendada para amanhã, quarta-feira, dia 1 de abril de 2020, uma reunião da UEFA e as federações têm a esperança de receber instruções sobre o futuro dos campeonatos. Os clubes estão, também convencidos de que as competições devem começar o mais rapidamente possível.
É verdade que a retoma da atividade, quer no futebol, quer noutra área qualquer, é fundamental para evitar a rutura da economia, mas também é certo que a prioridade é mitigar o mais possível o crescimento da pandemia.
As medidas de contenção implemetadas por Portugal têm tido o efeito de abrandar a curva de evolução de casos infetados e cabe a todos nós continuar a contribuir para "achatar" essa curva, de modo a desacelerar a disseminação do vírus, para que o número de casos se espalhe ao longo do tempo em vez de haver picos que poderão levar à rutura dos cuidados de saúde.
Será possível encontrar uma solução para a máquina do futebol que não ponha em causa uma alteração brusca da tão falada curva de pandemia?
Será preferível avançar com os jogos à porta fechada ou dar como terminado o campeonato nacional, considerando as tabelas classificativas do momento, para evitar prejuízos de maior, a nível da saúde pública?
Por Maribel Gomes

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